Depois de mais de duas décadas de negociação, o acordo entre Mercosul e União Europeia volta ao centro das discussões — mas agora com um novo elemento:
ele começa a gerar efeitos práticos, mesmo sem estar plenamente em vigor.
E isso muda completamente a forma como empresas devem olhar para o cenário.
O que está acontecendo agora (e o que mudou de fato)
A partir de 1º de maio de 2026, conforme comunicado oficial do SISCOMEX, passam a valer disposições tarifárias específicas vinculadas ao acordo Mercosul–União Europeia.
Na prática:
- Algumas mercadorias (NCMs específicas) já contam com reduções tarifárias
- Existem percentuais definidos de redução de alíquota
- Há cronogramas de aplicação dessas reduções
Ou seja: o acordo já começa a impactar operações reais.
Mas o acordo NÃO está totalmente em vigor
Aqui está o ponto mais importante — e menos explicado no mercado:
O acordo completo ainda:
- Depende de ratificação pelos países envolvidos
- Não foi implementado em sua totalidade
- Não contempla ainda todas as regras previstas (serviços, compras públicas, etc.)
Isso significa que vivemos hoje um cenário intermediário:
Um acordo parcial, mas com efeitos reais
O que temos hoje:
✔ Aplicação de benefícios tarifários em itens específicos
✔ Primeiros impactos operacionais nas importações
✔ Empresas já podendo se beneficiar em alguns casos
O que ainda não temos:
✖ Acordo plenamente implementado
✖ Regras completas valendo para todos os setores
✖ Segurança jurídica total em todos os aspectos do tratado
Por que isso exige atenção estratégica?
Esse tipo de cenário é o mais sensível para operações de comércio exterior.
Porque ele combina:
- oportunidade
- complexidade
- e risco de interpretação
Empresas que não entendem essa diferença podem:
- Aplicar benefícios indevidamente
- Planejar custos com base em premissas incorretas
- Sofrer impactos operacionais e financeiros
Oportunidade para quem sabe ler o cenário
Por outro lado, empresas bem estruturadas já podem:
✔ Identificar NCMs elegíveis e reduzir custos
✔ Revisar estratégias de sourcing
✔ Antecipar ganhos competitivos
✔ Ajustar contratos e negociações internacionais
E isso antes mesmo da implementação completa do acordo.
O contexto operacional continua desafiador
Ao mesmo tempo, atualizações no SISCOMEX exigem:
- atenção aos processos
- alinhamento com parceiros
- controle rigoroso das operações
Ou seja: não basta olhar para o futuro — é preciso ter a operação ajustada no presente.
Oportunidade ou risco?
A resposta continua sendo a mesma:
depende do nível de preparação da sua operação.
Quem entende o momento atual como “tudo já está valendo” corre riscos. Quem entende como “nada mudou” perde oportunidades.
O diferencial está em saber navegar esse meio termo.
O que diferencia quem sai na frente
- Leitura técnica do cenário regulatório
- Apoio de especialistas
- Planejamento antecipado
- Estrutura operacional preparada
“ Esse é um daqueles momentos em que o detalhe faz toda a diferença. Na prática aduaneira, já começamos a ver impactos pontuais com redução de alíquotas em algumas operações — mas ainda longe de um acordo plenamente implementado. O risco está justamente na interpretação equivocada. Empresas que tratam o acordo como já vigente podem tomar decisões precipitadas. Por outro lado, quem ignora esse movimento pode perder oportunidades importantes. É um cenário que exige leitura técnica, acompanhamento próximo e, principalmente, planejamento.” – Julio Brito (inclui o link do linkedin no nome dele: https://www.linkedin.com/in/julio-brito-b15187118/ )
Mais do que acompanhar, é preciso interpretar
O acordo Mercosul–União Europeia ainda não começou por completo.
Mas já começou para quem sabe onde olhar.
Orientações, informações e cotações. Fale com nossos especialistas e tenha todo o suporte.


