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Novas regras de tributação: o que muda na prática para as operações de comércio exterior

REFORMA TRIBUTÁRIA NO COMEX

A Reforma Tributária deixou de ser apenas um tema de debates técnicos e entrou, de vez, no radar estratégico das empresas que atuam com comércio exterior. A substituição de tributos conhecidos por um novo modelo baseado em IBS e CBS muda não apenas a forma de recolher impostos, mas principalmente como planejar operações, precificar produtos e proteger margens.

Para quem atua no comex, a pergunta já não é se vai impactar — e sim como se preparar.

De vários tributos para um novo modelo de IVA

Hoje, importadores e exportadores lidam com um cenário fragmentado: PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI, cada um com regras próprias, cumulatividade e interpretações distintas.

Com a reforma, esses tributos dão lugar a:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de gestão federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de gestão compartilhada entre estados e municípios

O objetivo é simplificar. Mas, na prática, essa mudança exige leitura técnica e operacional, principalmente no comércio exterior, onde a formação de custo é sensível a qualquer variação.

O que muda na prática para quem importa

Um dos principais impactos está na base de cálculo.
Com o novo modelo, IBS e CBS tendem a incidir sobre uma base mais ampla, que pode incluir:

  • valor aduaneiro,
  • imposto de importação,
  • frete e seguro internacional,
  • AFRMM e outras taxas.

Exemplo prático:
Uma empresa que importa máquinas ou insumos industriais precisará rever sua planilha de custos. Aquilo que antes parecia “absorvido” na operação pode passar a impactar diretamente o imposto devido no desembaraço.

A boa notícia é que o novo sistema prevê crédito financeiro amplo. Em tese, tudo o que for pago na importação pode ser aproveitado como crédito ao longo da cadeia — desde que o processo esteja correto e bem documentado.

E é exatamente aqui que entra um ponto muitas vezes negligenciado.

Importância de operar com empresas certificadas AEO

Com um sistema tributário mais transparente — e ao mesmo tempo mais rigoroso — compliance, rastreabilidade e previsibilidade deixam de ser diferenciais e passam a ser condições básicas de competitividade.

Empresas certificadas como AEO – Operador Econômico Autorizado são reconhecidas pela Receita Federal como parceiras confiáveis da Aduana, com processos auditados, controles internos sólidos e histórico de conformidade fiscal e aduaneira.

Na prática, isso significa:

  • menor risco de exigências e autuações,
  • mais previsibilidade nos fluxos de importação e exportação,
  • maior segurança na correta geração e utilização de créditos tributários,
  • processos mais preparados para lidar com IBS e CBS.

Exemplo real de mercado:

A Intermodal Logistics é certificada AEO desde março de 2023, o que reforça seu posicionamento não apenas como operadora logística, mas como parceira estratégica na tomada de decisão em comércio exterior.

Em um cenário de transição tributária, não basta executar a operação. É fundamental garantir que cada etapa esteja alinhada às novas regras fiscais — e isso começa pela escolha dos parceiros certos.

E para quem exporta?

As exportações seguem o princípio da desoneração, mantendo-se isentas de IBS e CBS, o que preserva a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

No entanto, o alerta está nas exportações indiretas. Mudanças nas exigências podem impactar empresas que utilizam tradings ou intermediários, especialmente quando não há estrutura adequada de compliance e controle.

Mais uma vez, planejamento e parceiros qualificados fazem toda a diferença.

O olhar de quem vive a operação no dia a dia

Para Julio Brito, diretor da Intermodal, a reforma exige uma mudança de mentalidade:

“A Reforma Tributária não é só uma mudança de imposto, é uma mudança de postura. As empresas vão precisar olhar para a operação de comércio exterior de forma mais integrada — logística, fiscal e estratégica. Quem se antecipa, organiza processos e escolhe parceiros preparados vai atravessar essa transição com muito mais segurança.”

Essa visão reflete o que já se vê no mercado: o comex deixa de ser apenas operacional e passa a ocupar um papel estratégico dentro das empresas.

O que sua empresa precisa fazer agora

  • Revisar planilhas de custo e formação de preço
  • Simular impactos de IBS e CBS nas operações
  • Avaliar contratos internacionais
  • Garantir que sistemas e processos estejam preparados
  • Trabalhar com parceiros que tenham estrutura, compliance e visão estratégica

A Reforma Tributária muda as regras do jogo no comércio exterior.
Ela traz oportunidades, mas também exige decisão, preparo e leitura de cenário.

Quem trata essa mudança apenas como obrigação fiscal corre riscos.
Quem enxerga como estratégia ganha eficiência, previsibilidade e competitividade.

www.ilti.com.br

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